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09/02/2010 - Notícias AgrícolasMercado de soja firme em ChicagoA movimentação positiva dos mercados energéticos e metais em meio a queda do U$ favoreceram as commodities agrícolas como um todo. Especificamente com relação a soja, a expectativa de um relatório positivo por parte do USDA (expectativa de redução em torno de 700 mil tons nos estoques norteamericanos) vem gerando um movimento de cobertura de vendas já desde a semana passada, o qual se intensificou. Nos EUA os dados de embarques semanais vieram dentro do esperado, mas reduziram um pouco o ritmo em relação as últimas semanas, ficando em 1,07 mi/tons ante 1,18 mi/tons na semana passada e 1,32 mi/tons no ano mesmo período de 2009. No Brasil, a colheita evoluiu muito bem na semana passada, atingindo patamares próximo a 10% segundo fontes privadas, com destaque ao MT, aonde as produtividades tem oscilado entre 48 e 55scs/ha (dentro do esperado). No PR, a colheita também tem evoluido normalmente, assim como a pressão de venda no mercado disponível. Prêmios em geral enfraquecendo e fretes aumentando. Nesta terça-feira, mercado concentrado nos dados do USDA, o qual deve vir positivo, porém, parte desta expectativa já foi antecipada pelo mercado. No curto prazo, sem surpresa nos mercados externos, a soja deve se manter firme, especialmente se confirmado estoques norte-americanos apertados. CBOT com resistência nos 9,40 testados durante a sessão desta segunda-feira. Fonte: XP Investimentos - Notícias AgrícolasMercado de milho buscando sustentação na BM&FEmbora o cenário negativo evidente no físico pela amplo interesse de venda, o mercado sinalizou maior sustentação em torno dos R$ 18,00 nos vencimentos mais curtos em meio a cobertura de vendas de vários setores do mercado. Embora as condições favoráveis a colheita na semana passada, nos próximos dias as previsões indicam tempo chuvoso em algumas regiões do país, podendo reduzir o ritmo de colheita e também de plantio da safrinha. No MT, segundo o IMEA, o plantio do milho safrinha atingiu 27% da área estimada, 13,1% acima do registrado no mesmo período de 2009. Este cenário, ou seja, a evolução rápida do plantio na época recomendada mantém o contrato setembro mais pressionado. Em Chicago mercado firme acompanhando a movimentação externa (alta petróleo/metais e demais agrícolas) em cobertura de vendas frente ao relatório do USDA, o qual, não deve trazer maiores novidades para o milho. Chicago com suporte importante o patamar de 3,50/bushel. A expectativa para o mercado de milho no curto prazo segue negativa, no entanto os vencimentos março e maio podem registrar uma menor pressão de venda no curto prazo. Neste momento, porém, é improvável alguma recuperação mais intensa do mercado sem algum fator externo (atuação do governo por exemplo). Fonte: XP Investimentos - Notícias AgrícolasMercado de boi gordo segue lentoO mercado do boi gordo segue em ritmo lento, tanto no físico quanto nos futuros. A maioria dos frigoríficos apresenta escalas de abate reduzidas, com inúmeras falhas na programação. Mesmo as indústrias exportadoras, que possuem maior raio de ação, não encontram situação confortável. A perspectiva de chuva nesta semana para Centro-Oeste e Sudeste também resulta em menor disponibilidade de gado para abate. As vendas de carne, entretanto, seguem fracas e o consumo no último final de semana ficou aquém do esperado, fato que tem segurado maiores altas nas cotações do boi gordo. A única novidade fica por conta das exportações, que apresentaram boa recuperação neste início de mês. A receita com os embarques de carnes (bovina, suína e de frango) reagiu 22,8% no comparativo entre a média de jan/10 com fev/10. Fonte: XP Investimentos - Notícias AgrícolasFuturos de trigo subiram ontem no mercado americanoRecuo do dólar. Os futuros de trigo subiram ontem no mercado americano com a perspectiva de que o declínio do dólar pode aumentar a demanda por grãos nos Estados Unidos. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio valorizaram-se 11 centavos de dólar, fechando em US$ 4,99 por bushel. A alta foi a maior em três sessões. Em Kansas, o contrato com o mesmo vencimento subiu 11,25 centavos de dólar a US$ 5,075. Segundo a Bloomberg, o dólar recuou ontem 0,4% diante de uma cesta de seis moedas, incluindo o euro e o yen, o primeiro declínio em quatro pregões. Até a sexta, informa a Bloomberg, o trigo tinha caído 13% neste ano com o dólar subindo até então 3,3% no mesmo período. No mercado interno, o trigo subiu 0,67% ontem, para R$ 23,95 a saca no Paraná, segundo o Deral. Fonte: Valor EconômicoAlgodão teve ontem a maior alta em seis mesesDemanda em alta. Assim como ocorreu com outras commodities agrícolas, o algodão teve ontem a maior alta em seis meses com a queda do dólar abrindo perspectivas para as commodities como investimento alternativo. Os papéis com vencimento em maio encerraram o pregão em 70,76 centavos de dólar por libra-peso, alta de 253 pontos na bolsa de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a fibra pode atingir 73 centavos de dólar nas sessões das próximas duas ou três semanas, com a perspectiva de que a demanda continuará crescendo no segundo e no quarto trimestres, enquanto os estoques americanos seguem em queda. No mercado interno, o algodão em pluma teve leve alta, fechando em 142,98 centavos de reais a libra-peso, segundo o Indicador Cepea/Esalq. Fonte: Valor EconômicoReal volta a ganhar força em relação ao dólarA exemplo da trajetória verificada na última semana, o movimento do real em relação ao dólar seguiu novamente o da moeda europeia, o que levou a uma valorização da moeda brasileira nos negócios desta segunda-feira. A divisa americana operou em baixa ao longo de todo dia, e chegou a cair 1,43% ao longo da sessão. Com mínima de R$ 1,864 e máxima de R$ 1,890, o dólar comercial fechou o dia em baixa de 0,89% ante o fechamento de sexta-feira, a R$ 1,872 na compra e a R$ 1,874 na venda. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar caiu 0,91%, para R$ 1,8736. O volume subiu de US$ 19,5 milhões, na sexta-feira, para US$ 83,5 milhões hoje, enquanto os negócios no interbancário aumentaram de US$ 2 bilhões para US$ 3 bilhões, no período. Nem o leilão de compra de dólar no mercado à vista, realizado pelo Banco Central (BC), tirou o fôlego dos vendedores. A taxa de corte da operação desta segunda-feira correspondeu a R$ 1,8732. Na avaliação do economista da Geral Asset Management, Denílson Alencastro, o vencimento de opções sobre ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu um alívio para o mercado cambial. "Com o vencimento de opções, houve uma entrada de investimento em Bolsa, o que gerou a queda do dólar", apontou. Segundo o economista, mais que os temores em relação aos efeitos da retirada dos estímulos nas economias avançadas, têm pesado sobre o movimento cambial as incertezas sobre uma retomada global sustentável. "A grande questão do futuro é saber qual o momento certo para a retirada dos estímulos fiscais e monetários, mas esse movimento já era algo previsto. Tinha-se a expectativa de recuperação econômica neste ano, mas não vemos uma constante de crescimento, não conseguimos visualizar ainda se a recuperação é realmente consistente, e é isto que tem pesado mais no mercado", observou Alencastro. Enquanto as definições sobre o ritmo da retomada mundial tomam forma, o mercado segue elevando a expectativa para a cotação do dólar no Brasil. De acordo com o Boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central (BC), os agentes financeiros aumentaram de R$ 1,76 para R$ 1,80 a previsão para o câmbio ao fim de 2010. Para 2011, entretanto, as instituições mantiveram a projeção em R$ 1,85. Os agentes consultados pela autoridade monetária também repetiram a estimativa para a entrada de investimento estrangeiro direto em 2010, de US$ 38 bilhões, e em 2011, de US$ 40 bilhões. Na conta corrente, o déficit projetado para este calendário é de US$ 48 bilhões, melhora em relação ao documento passado, que indicava um resultado negativo de US$ 49,3 bilhões. Para 2011, também foi constatada leve evolução da projeção para o déficit, de US$ 59,74 bilhões para US$ 58,99 bilhões. Fonte: Valor EconômicoAs novidades Coodetec em soja e híbridos de milho neste ShowUm dos mais concorridos endereços deste Show Rural Coopavel, o estande da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - Coodetec - recebeu milhares de visitantes nesta segunda-feira. Para agrônomos, técnicos e pesquisadores, o dia começou cedo, quando eles participaram de reunião com o diretor-executivo Ivo Marcos Carraro, para definir últimos detalhes da recepção aos visitantes. A partir das 8h, os agricultores puderam conferir as parcelas demonstrativas onde acompanham o desenvolvimento de cultivares e híbridos CD, em diferentes estágios de desenvolvimento. SOJA - Segundo o agrônomo e coordenador de marketing e difusão de soja e trigo da Coodetec, Marcelo da Costa Rodrigues, estão à mostra pré-lançamentos e lançamentos para a próxima safra, além das cultivares de maior expressão para o Sul do Brasil e para o Paraguai. Entre eles, CD 231RR, CD 233RR, CD 235RR, CD 214RR, CD 225RR, CD 226RR. Além das convencionais CD 202, CD 215, CD 206 e CD 221. A cultivar CD 236RR, é precoce, de alto potencial produtivo, elevado peso de grãos e tolerância aos nematóides formadores de galhas. A cultivar 237RR tem ampla adaptação e estabilidade produtiva, alto potencial produtivo em todas as épocas de semeadura e tolerância aos nematóides formadores de galhas e cisto raça 3. Outro lançamento é a transgênica CD 206RR, primeiro retrocruzamento da Coodetec, que preserva as características do pai, o CD 206, um dos campeões da preferência dos sojicultores brasileiros, que tem lavouras em regiões altas. É semiprecoce, resistente ao acamamento, muito produtiva e estável. PARA A SAFRA 2011 – Entre as cultivares em pré-lançamento, que estarão disponíveis em escala comercial, na safra 2011, a CD 238RR é semiprecoce, com adaptação em regiões altas e baixas. Tem ampla janela de semeadura, que inicia em outubro e se estende até dezembro. A CD 248RR é uma cultivar precoce, resistente ao acamamento, de porte baixo e melhor adaptação às regiões altas do Sul do Brasil e Paraguai. Trata-se de um material de elevado peso e tamanho de grãos. Outro pré-lançamento, a CD 249RR é semiprecoce, resistente ao acamamento, produtivo e estável, também com melhor adaptação às regiões altas do Sul do Brasil e Paraguai. O CD 250RR, que estará disponível em escala, na safra 2011, é superprecoce, com média de 110 dias de ciclo. Indeterminado com formação de galhos, permite antecipação de plantio, gerando maior segurança para a safrinha de milho. Único material convencional entre os pré-lançamentos da Coodetec, o CD 252 é precoce, resistente ao acamamento e tem grãos pesados. Melhor adaptação em regiões altas, como centro-sul do Paraná. MILHO - A Coodetec apresenta oito híbridos comerciais já em plantio (CD 321, CD 384, CD 308) e em lançamento (CD 393, CD 397, CD 386, CD 327 e CD 388), que atendem aos diferentes nichos de mercado. O agrônomo e coordenador de marketing e difusão de milho da Coodetec, Charles Drummond Ayub, destaca as parcelas de híbridos com tecnologia BT, Herculex*I e YieldGard®. Esta é primeira apresentação do CD 397 YG e o CD 384 Hx, híbridos de milho de alta produtividade, que serão lançados comercialmente na safra 2010/2011. O CD 397 YG tem alta produção, qualidade de silagem, excelente enraizamento, além de ser um bom produto silageiro. O híbrido com a Tecnologia YieldGard®, da Monsanto, possui uma proteína oriunda do Bacillus thuringiensis (Bt) – bactéria encontrada no solo e comumente usada como biocida natural. Protege a lavoura de milho dos ataques das principais pragas da cultura: lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) e broca-do-Colmo (Diatraea saccharalis). O CD 384 Hx, tem alta produtividade, sanidade foliar e estabilidade de produção. A tecnologia Herculex*I confere a planta de milho proteção contra a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga foliar do milho. Ele também proporciona controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis). O plantio das sementes com YieldGard® e Herculex*I é feito da mesma maneira que a de outros híbridos de qualidade superior. Recomenda-se, porém, o uso dos chamados refúgios, áreas de híbridos com o mesmo ciclo, mas sem as tecnologias, plantados nas proximidades, visando prevenir a seleção de insetos resistentes. Sobre a Coodetec A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – COODETEC é uma empresa de base tecnológica voltada à agricultura, 100% nacional e de propriedade exclusiva dos 180 mil agricultores filiados às 34 mais destacadas cooperativas de produção do Brasil. Formada por uma rede complexa de ensaios, um departamento de pesquisa estruturado, com modernos laboratórios de biotecnologia, entomologia, fitopatologia, sementes e solos. O resultado de tudo isso é o grande diferencial: sementes de milho, soja e trigo de alta qualidade e adaptadas a diferentes climas e solos, com mais rendimento e menos risco. A Coodetec trabalha forte para identificar as demandas do agricultor, bem como as exigências de mercado. É por isso que apresenta uma diversidade de sementes com tolerância às principais pragas e doenças, além de estabilidade de produção. Dessa forma, proporciona também segurança alimentar e cuidado com o meio ambiente. Essa contribuição à sociedade é fundamental para uma empresa como a COODETEC, que pratica os princípios cooperativistas. Fonte: VS Comunicação e ImprensaPlantio de trigo no Cerrado deve ganhar novo estímuloMovido a subsídio e na esteira da crise argentina, o trigo ensaia ganhar força na região do Cerrado. Nesta terça-feira, em Brasília, a câmara setorial das culturas de inverno deve começar a estudar uma modalidade de contratualizar para o trigo as subvenções que atualmente acontecem em leilões dentro de programas da (Conab) como o PEP (Prêmio para o Escoamento de Produto) e Prop (Prêmio de Risco para Opção Privada de Venda). Nos programas atuais, o governo estabelece um leilão, por meio do qual define a compensação que será paga às empresas que comprarão dos produtores pelo preço mínimo fixado pela Conab. Nesta nova modalidade, a indústria moageira e os produtores de trigo estabeleceriam um contrato direto de compra, para depois receberem ressarcimento do governo, mediante a comprovação de que pagaram ao produtor o preço mínimo, independente de leilão. Este modelo massificaria o subsídio para o trigo. Valeria para todos os produtores, mas seria especialmente estratégico para os do Cerrado, que plantam o trigo irrigado, com um custo de instalação da irrigação que pode chegar a R$ 4 mil de por hectare, segundo o presidente da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (Abid), Helvécio Saturnino, e que contam com um custo de produção de R$ 1,6 mil por hectare, segundo avaliação da Embrapa. É em razão do custo mais elevado que a Conab fixou na safra passada o preço mínimo do trigo do Cerrado em R$ 594 a tonelada, na variedade para panificação, e em R$ 496 na variedade inferior. São preços acima dos de mercado, que vão de R$ 400 e R$ 450. No Cerrado, a produtividade vai de 4 a 7 toneladas por hectare. Em uma reunião entre industriais e produtores de grãos em Unaí, cidade mineira de 60 mil habitantes que está a 180 quilômetros de Brasília, o coordenador geral de cereais do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, afirmou que uma minuta desta nova modalidade seria apresentada na reunião. E o assessor para assuntos de trigo da Conab, Paulo Magno Rabelo, disse que a autarquia defenderá para esta safra a mesma tabela de preço mínimo da safra passada. A subvenção econômica é um dos pontos centrais para a estruturação de um polo de produção de trigo tropical no Cerrado, que o governo federal pretende lançar ainda este ano. "Temos hoje trigo para cerca de 30% do nosso consumo e a meta é chegarmos a cerca de 70% a médio prazo, o que transformaria o cerrado na principal região produtora", afirmou o coordenador de trigo da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, Lindomar Lopes, que foi encarregado pelo governo federal de coordenar a estruturação do polo com os outros estados produtores: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e no Distrito Federal. A produção de trigo no Cerrado é discreta: na safra passada, foi de 98 mil toneladas em Minas, 85 mil em Goiás, 73 mil em Mato Grosso do Sul e 14 mil no Distrito Federal. O Paraná, maior produtor nacional, colheu 2,5 milhões de toneladas. O custo do frete rodoviário também pesa: gasta-se R$ 80 para colocar a tonelada de trigo de Unaí em Belo Horizonte, ante cerca de R$ 120 para trazer o trigo da Argentina. Mas, para a indústria, o Cerrado é estratégico. "É possível desenvolver um modelo integrado de produção, de modo a que o produtor segregue o produto do modo que queremos. Isto não é possível conseguir com a produção argentina, que está afetada pela seca e pelo governo anti-ruralista de Cristina Kirchner", afirmou Domingos Costa, dono da fábrica Vilma Alimentos, de Contagem (MG), que comprou no ano passado 32 mil toneladas de trigo, sendo 15 mil toneladas de 60 fornecedores mineiros. " Só não compramos 100% porque não encontramos produto". Também presente na reunião, o Moinho Sete Irmãos, que produz farinha para bolos em Uberlândia (MG), prometeu comprar em Minas Gerais 60 mil toneladas de trigo, se tal produção existir. "Não dá para ficarmos contando com uma mudança política na Argentina", disse o vice-presidente Ilvio Andrade. Costa é o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo de Minas Gerais e foi um dos organizadores da reunião em Unaí. O encontro foi marcado pela frieza dos produtores de grãos. Na região de Unaí, com 40 mil hectares irrigados, as culturas principais são milho e feijão. O trigo entraria em um sistema de rotação de culturas para a preservação da propriedade. O presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), José Carlos Ferigolo, deixou claro que a região só migra para o trigo com compra garantida que cubra os custos. "Aqui só se planta trigo com o contrato na mão. E quem vai garantir o preço? Esta é a questão", disse. No passado, os agricultores de Unaí chegaram a se entusiasmar com o trigo. Mas o principal comprador, a Bunge, reduziu suas compras e os triticultores não conseguiram colocar a produção no mercado por um preço que cobrisse o custo. Voltaram com toda força para o feijão. Em Unaí, a cooperativa reúne 220 associados, sendo que dez deles concentram a metade da área de 100 mil hectares. Na safra passada, plantou-se trigo em Unaí em 5 % da área. Para incentivar a produção no Cerrado, Costa investiu em silagem. Montou por R$ 4 milhões um silo de 15 mil toneladas em São Gotardo (MG), onde compra a produção da Cooperativa Agrícola do Alto Paranaíba (Coopadap) de agricultores nisseis. De Unaí o empresário viajou para Patos de Minas, a 60 quilômetros de São Gotardo, para negociar a compra de trigo deste ano. Frente à direção da cooperativa agrícola, Costa ofereceu: "Compro tudo o que vocês produzirem. Dou como garantia a silagem por nossa conta e o pagamento 15 dias depois da entrega. E pago pelo menos R$ 400 a tonelada ou o preço do mercado, o que for superior". Os agricultores ligaram suas calculadoras e a discussão se prolongou por duas horas, na sala de reuniões de um hotel em Patos. A informação de que uma nova forma de contrato poderia garantir a compra pelo preço mínimo pouco sensibilizou os cooperados. "É ótimo. Mas estas coisas do governo levam muito tempo", comentou um dos diretores da Coopadap. Os agricultores sugeriram a fixação de um valor pela tonelada próximo ao preço mínimo e foi a vez de Costa resistir. No final, Costa elevou um pouco a sua proposta original e os cooperados ficaram de levar a sugestão aos associados. Fonte: Valor EconômicoFalta de energia prejudica criadores de frangoProdutores de frango do patrimônio Vila Reis, próximo ao distrito de Correia de Freitas, de Apucarana, estão enfrentando problemas sérios com cortes frequentes no fornecimento de energia elétrica. A falta de energia nos barracões das granjas impede o funcionamento dos ventiladores e nebulizadores e com as altas temperaturas dos últimos dias, as aves acabam morrendo. Na semana passada, o produtor Josemar Alves Rosa perdeu 8 mil aves de cinco barracões que cria em sistema de integração com uma indústria. Ainda nem calculei o prejuízo, mas isso tem acontecido sempre e me causa muito problema, disse. No dia anterior à reportagem, quinta-feira da semana passada, o desligamento havia ocorrido por volta das 15 horas e a energia só foi restabelecida no início da noite. Os animais não aguentam o calor, relata. Josemar afirma que já fez vários pedidos ao escritório da Companhia Paranaense de Energia (Copel), em Apucarana, para a solução do problema, mas não foi atendido. Ele diz que é necessária a substituição da rede elétrica da região. Isso tem pelo menos 40 anos, precisa ser substituído, opina. Carlos Roberto Martins Delgado, que divide com dois irmãos a renda de três barracões, também teve prejuízos. Ele conta que nunca havia perdido animais por falta de energia, mas os desligamntos são frequentes. Na semana passada, cerca de 2 mil aves morreram. O calor estava muito forte e não adiantou a gente levantar as cortinas (toldos que protegem os barracões), afirma. O produtor diz que muitas vezes a Copel avisa sobre os cortes de funcionamento, mas naquele dia os moradores da região não foram alertados. O gerente do departamento de serviços e manutenção da Copel em Apucarana, Aparecido Alberto Tomaseli, afirma que o desligamento da última quinta-feira foi acidental, ou seja, não foi programado pela companhia. Segundo ele, naquele dia, houve um desligamento do alimentador às 14h27, que afetou 298 clientes da Vila Reis dos 498 existentes na região. Parte do fornecimento foi restabelecido às 16h34 e a totalidade às 19h58. Tomaseli explica que o alimentador, que é um equipamento de proteção da rede elétrica, será relocado mais à frente da linha de transmissão para que o fornecimento seja garantido a um número maior de clientes. Segundo ele, uma equipe de manutenção percorreu na sexta-feira todo o trecho da malha elétrica da região para identificar as causas do desligamento. O gerente afirma que o departamento de manutenção está fazendo obras de melhorias na malha, como roçada e podas. É comum encontrar árvores tocando a rede, o que interfere no funcionamento, diz. Segundo Tomaseli, com as chuvas de dezembro e janeiro o mato cresceu muito. De acordo com dados da companhia, no mês janeiro ocorreram 8 desligamentos acidentais; em fevereiro, até ontem, foram 2 eventos; em dezembro houve sete desligamentos. Novembro, segundo Tomaseli, foi atípico, com 15 ocorrências. Naquele mês houve muitos temporais, explica. Tomaseli afirma que a Copel já definiu ações para garantir a regularidade do fornecimento de energia para a região da Vila Reis. Uma delas é a abertura de uma nova malha elétrica com a instalação de um novo alimentador. A obra já está orçada e deverá ter início até o mês de julho. Outra ação é a transferência do atual alimentador mais à frente da linha de transmissão. Fonte: Folha de Londrina - Página RuralTecnologia nacional traz opção à soja transgênicaResultado de uma parceria de 10 anos e US$ 20 milhões em investimentos, a estatal Embrapa e a multinacional Basf estão lançando o Sistema de Produção Cultivance. A tecnologia coloca no mercado uma nova soja geneticamente modificada, a primeira desenvolvida dentro do Brasil, que chega para concorrer com a RR (Roundup Ready), até então a primeira e única autorizada no país. A Cultivance foi desenvolvida no Brasil e carrega um gene (ahas) extraído de uma planta, fornecido pela Basf. A RR, da Monsanto, vem dos Estados Unidos e tem o gene extraído de uma bactéria. A Cultivance, que tem seu cultivo associado ao uso do herbicida Soyvance, produzido pela Basf, estará disponível no mercado a partir da safra 2011/12. No próximo ano para os multiplicadores de sementes e no seguinte para os produtores rurais. Pare se chegar ao evento elite, a planta vetor, foram geradas mais de duas mil plantas transgênicas nos programa de melhoramento da Embrapa, em experimentos conduzidos na unidade Soja, com sede em Londrina, explica o presidente da estatal, Pedro Arraes. Ele destaca que a Cultivan¬¬ce é uma opção de rotação de variedades geneticamente modificadas (GM), com o ob¬¬¬je¬¬¬tivo de combater a resistência criada por algumas invasoras. Ele reforça, ainda, que o sistema de manejo permite o rodízio entre cultivares transgênicas e convencionais. Royalties O uso da tecnologia também implicará no pagamento de royalties. O acordo prevê que a arrecadação será dividida em partes iguais. A Embrapa defende um valor menor que o da concorrente, sem a cobrança de multa quando o produtor não paga na aquisição da semente. “A Embrapa quer um sistema que evite esse constrangimento”, disse Arraes. “Nós, da Basf, também temos uma visão positiva, sem a necessidade da cobrança de multa”, concorda Walter Dissinger, vice-presidente de cultivos para a América Latina. Fonte: Gazeta do PovoDa vitrine ao produtor, o desafio da tecnologiaEm 20 anos, a produtividade da soja cresceu quase 50% no Paraná e 40% na média Brasil. O rendimento do milho de verão foi reajustado em 100% no país e perto acima de 150% no estado. O período coincide com a realização do Show Rural Coopavel, que teve início como Dia de Campo em 1989 e cumpre em 2010 a sua 21ª edição enquanto uma das mais qualificadas feiras de tecnologia agrícola da América do Sul. Não por acaso, o evento em Cascavel se transformou numa vitrine onde são apresentadas as novidades tecnológicas que estão chegando ao mercado nacional. Mas se por um lado o Show Rural acompanha e mostra a evolução da tecnologia, de outro evidencia a dificuldade na ponte com o produtor. De¬¬¬sen¬¬¬¬volver e lançar novas variedades de plantas ou de máquinas é uma coisa. Fazer com que essas novidades cheguem ao campo é outra. Os motivos são os mais diversos: passam pela assistência técnica e extensão rural, mas também têm relação com componentes econômicos e sociais, como condição financeira e grau de instrução. Para Rogério Rizzardi, coordenador do Show Rural Coopavel, a adoção da tecnologia requer tempo e vontade do produtor, realidade que demanda ações de convencimento e conscientização. “E foi a partir dessa necessidade, de envolver e convencer o agricultor, que o Show Rural desenvolveu uma dinâmica quase que autodidata de sensibilização e inserção do ho¬¬¬mem do campo no mundo do agronegócio moderno”, diz Rizzardi, que entende ser esse também o desafio dos quase 5 mil ensaios e mais de 300 expositores deste ano. Em alguns casos, entrar na propriedade e interferir na decisão do produtor é romper uma barreira cultural, principalmente na chamada agricultura de transição ou então aquela situada na linha da pobreza. Nesses casos, a resistência estaria sendo quebrada mais por necessidade que por opção. Na avaliação do secretário Estadual da Agricul¬tura, Valter Bianchini, sem tecnologia e informação, a atividade rural fica inviabilizada. São esses componentes, entende o secretário, que caracterizam a agricultura empresarial e familiar, que respondem por até 70% da produção agrícola do Paraná. Bianchini defende o fortalecimento da extensão rural como agente de transferência de tecnologia, ganho de produtividade e modelos sustentáveis de produção. O Show Rural é o evento, mas o trabalho no campo começa antes e prossegue depois, através das cooperativas e das organizações vinculadas à Seab como Emater e Iapar. No Show Rural, a Seab vai assinar o contrato nú¬¬mero 4.500 do programa Trator Solidário, uma parceria com a New Holland para levar a mecanização às pequenas propriedades. “Isso também é tecnologia, produtividade e eficiência”, diz o secretário. Fonte: Gazeta do PovoFerrugem asiática coloca em xeque rentabilidade da sojaO clima quente e úmido que engorda a safra de soja também traz prejuízos aos produtores do Paraná. Em um ano de grande produção mas de margens estreitas, o estado vê os focos de ferrugem asiática da soja se multiplicarem. Até o início do mês, o Consórcio Anti¬fer¬ru¬¬gem da Embrapa Soja contabilizava 254 casos da doença no estado – 66% deles (168) identificados em janeiro. No primeiro mês do ano passado foram 132 ocorrências. O aumento é de 27%. Não por acaso, a explosão de focos ocorreu durante o mês mais chuvoso da safra 2009/10 até agora. Conforme o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o acumulado mensal variou entre 200 mm e 350 mm nas principais regiões de produção de grãos paranaenses. Em anos normais, as chuvas de janeiro acumulam em média 200 mm no estado. O crescimento dos casos de ferrugem preocupa porque aumenta os custos de produção e pode diminuir o tamanho da safra. Valdemar Kliemann, de Toledo (Oeste), relata que a redução de produtividade em uma área com infestação severa do fungo pode chegar a 30%. Segundo ele, o segredo para conter o fungo é o manejo. “Aplicando o fungicida na hora correta, seguindo as recomendações técnicas, não resulta em perda de volume. Mas o custo aumenta”, explica João Kliemann, irmão de Valdemar. Em Ivatuba, no Noroeste do Paraná, o produtor José Oscar Dan¬¬te estima ter gastado entre 25% e 30% mais com defensivos neste ano. Com o clima úmido, o manejo de pragas e doenças exigiu aplicações extras de fungicida e inseticida. A ferrugem, que Dante geralmente controla com apenas uma aplicação por safra, neste ano precisou de duas. “Na soja mais tardia vou fazer pelo menos mais meia para garantir”, conta. O ataque de percevejos também foi mais intenso nesta temporada. O controle químico exigiu uma aplicação a mais de defensivo. Mesmo com ferrugem, percevejos e lagartas, Dante espera colher 10% mais soja neste ano e fechar o ciclo com média de 3,3 mil quilos por hectare. Mas o otimismo para por aí. Mesmo com produção maior, ele prevê resultado financeiro semelhante ao do ano anterior, de seca. “O custo de produção caiu, mas tive que gastar mais no controle de pragas e doenças. A produção vai ser maior, mas o preço está muito ruim”, calcula. A elevação dos custos de produção no final do ciclo não acontece só no Paraná. Em São Paulo, na área de atuação da Coopermota, que além de Cândido Mota atende a outros sete municípios, o número de aplicações para o combate à ferrugem da soja vai passar de duas na safra passada para três, podendo chegar a quatro em agluns casos. A estimativa é baseada na venda de fungicida, que aumentou 40% em janeiro de 2010 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No total, o produtor terá que desembolsar cerca de R$ 120 por hectare para combater o fungo neste ano, estima o agrônomo José Roberto Gon¬¬çales Massud. Quanto mais tardia, ma¬ior o gasto adicional na soja. Como ficam mais tempo no campo, lavouras de ciclo longo exigem ao menos uma aplicação de fungicida a mais. Por isso, quem apostou na precoce po¬de levar vantagem. Com clima excelente, o grão de ciclo curto rende bem nas áreas onde a colheita já começou no Paraná, com produtividade de 3,6 mil quilos. Fonte: Gazeta do Povo - Página RuralMandioca: colheita avança menos que o esperadoEntre 1º e 5 de fevereiro, o menor volume de chuvas nas regiões produtoras de mandioca melhorou as condições de colheita e de transporte de raiz. Segundo análises do Cepea, a oferta de mandioca aumentou, diminuindo a ociosidade da indústria. Mesmo assim, o volume de mandioca entregue na indústria de fécula continuou abaixo do esperado para o período. De acordo com os agentes do mercado, este cenário se justifica pela baixa disponibilidade de mandioca de segundo ciclo para colher em algumas praças. O preço médio da mandioca para a indústria de fécula foi de R$ 219,21/tonelada na semana passada, alta de 3,4% frente ao período anterior. Os preços da mandioca estão em elevação desde julho/09 e, desde aquele período, a alta já atinge 77,2%, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de janeiro). Fonte: Cepea/EsalqPrevisão do tempo para a Região Centro-OesteNa terça-feira, o ar quente e úmido atua sobre toda a região Centro-Oeste e deixa o tempo abafado. O sol aparece sempre entre muitas nuvens e acontecem pancadas de chuva a qualquer hora do dia em Mato Grosso do Sul e no sul e no sudoeste de Mato Grosso. Há risco de chuva forte em alguns municípios. Nas demais áreas da Região, o sol aparece com força, à temperatura fica elevada e ocorrem pancadas isoladas de chuva a partir da tarde. Previsão do tempo para quarta-feira: Na quarta-feira, áreas de instabilidade predominam sobre o Centro-Oeste do País e deixam o tempo abafado. Em Mato Grosso do Sul, em Goiás, no Distrito Federal e no sul de Mato Grosso, o sol brilha forte e devido ao tempo quente e úmido nuvens mais carregadas se formam e chove a partir da tarde. Nas demais regiões, áreas de instabilidade tropical deixam muitas nuvens carregadas e chove a qualquer hora do dia com períodos de melhoria e aberturas de sol. Previsão do tempo para quinta-feira: Na quinta-feira, áreas de instabilidade atuam sobre o Centro-Oeste do País e provocam chuva em toda a Região. O sol aparece entre muitas nuvens, o tempo fica abafado o e chove a qualquer hora do dia em Mato Grosso e no oeste de Goiás. Pode chover forte em alguns municípios. Nas demais áreas da Região, o sol brilha forte, a temperatura fica elevada e ocorrem pancadas isoladas de chuva a partir da tarde. Fonte: ClimatempoPrevisão do tempo para a Região SulNa terça-feira, a frente fria avança e o sol aparece na maior parte do Rio Grande do Sul. No centro-sul, no oeste e no leste gaúcho, não chove. No Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul, uma frente fria espalha muita nebulosidade e provoca chuva a qualquer hora com períodos de melhoria e aberturas de sol. Pode chover forte. Previsão do tempo para quarta-feira: Na quarta-feira, o tempo fica firme e com predomínio de sol no sul do Rio Grande do Sul. No leste de Santa Catarina, no Vale do Itajaí, no leste paranaense e no oeste e no nordeste gaúcho, o sol aparece entre muitas nuvens e chove a qualquer hora do dia. Nas demais áreas do Sul, o sol brilha forte na maior parte do dia, com o aquecimento nuvens mais carregadas se formam e chove a partir da tarde. Previsão do tempo para quinta-feira: Na quinta-feira, o ar quente e úmido deixa o tempo abafado em toda a região Sul do País. No Rio Grande do Sul e no sul e no oeste de Santa Catarina, o sol aparece entre nuvens e chove a qualquer hora do dia. Nas demais áreas, o sol aparece e a temperatura fica elevada. Com o aquecimento nuvens carregadas se formam ao longo do dia e chove a partir da tarde. Fonte: ClimatempoGenética Pioneer no Show Rural da CoopavelOs visitantes da maior feira agrícola do país, o Show Rural da Coopavel, poderão conferir no estande da Pioneer, a melhor genética com a melhor tecnologia. Híbridos Pioneer com o gene Herculex® I. A tecnologia Herculex® I é considerada a melhor tecnologia existente no mercado, pois oferece uma maior proteção às lavouras contra a lagarta-do-cartucho, que hoje é a praga que mais provoca danos econômicos à cultura do milho no Brasil. Além disso, apresenta ótimo controle da broca-da-cana-de-açucar e supressão da lagarta-das-espigas e também à algumas pragas iniciais como a lagarta-rosca e a lagarta-elasmo. Ainda oferece resistência à aplicação de herbicidas formulados com glufosinato de amônio, registrados nos Brasil com a marca Liberty®. Outra opção tecnológica importante disponibilizada pela Pioneer para proteção das lavouras é a tecnologia YieldGard®, que apresenta tolerância aos insetos da ordem lepidóptera, principalmente à lagarta-do-cartucho e à broca-da-cana-de-açucar. A Pioneer ainda oferece aos produtores a opção de combinações de tecnologias: YieldGard® e Roundup Ready® e também Herculex® I e Roundup Ready®. A tecnologia Roundup Ready® é mais um passo nas possibilidades de controle das plantas daninhas que competem com a cultura do milho, pois oferece tolerância a aplicações pós-emergentes do herbicida Roundup Ready® que contém como ingrediente ativo o glifosato, desde que este esteja registrado para aplicação em pós emergência no milho, sem nenhuma redução no rendimento potencial do híbrido. Com as tecnologias combinadas o produtor tem na mesma planta a resistência a insetos e a tolerância à herbicida. Complementando a melhor genética, dentro do conceito de que a semente é um veículo de tecnologia, a Pioneer desenvolveu um pacote tecnológico, denominado Solução Completa, que envolve combinação de híbridos, genes nativos (tecnologia NSR), tecnologia Bt e Tratamento Industrial de Sementes. A Pioneer coloca a disposição dos produtores a melhor genética conferida pelos híbridos Bt e a proteção complementar do Tratamento Industrial de Sementes, que controla pragas não atingidas pela tecnologia Bt, tais como os percevejos e os corós. O Tratamento Industrial de Sementes da Pioneer está disponível com Cruiser® e Standak®, ambos com tratamento adicional com polímeros. O polímero permite melhor aderência destes produtos à semente. Os visitantes da 22° edição do Show Rural poderão conhecer a melhor genética para o verão e safrinha. Híbridos como os superprecoces 32R48Y e P3340Y e o 30F53H, que possui elevado potencial produtivo, estabilidade e alta resposta ao manejo, com a tecnologia Herculex® I. LANÇAMENTO DA TECNOLOGIA NSR Como parte do pacote de Solução Completa, a Pioneer estará lançando no Show Rural a nova tecnologia NSR. Com esta tecnologia é possível corrigir deficiências dos híbridos, no caso específico de doenças foliares, como a Ferrugem Polysora. Desta forma, híbridos de alto potencial produtivo que, em muitas situações, eram limitados a determinado plantio, em função da suscetibilidade a uma doença, passam agora a ser tolerantes a esta doença, ampliando assim as opções do produtor. Fonte: Assessoria - Show RuralNovo Código Florestal deve ser votado no primeiro semestreUm dos temas mais importantes deste ano legislativo, o projeto que altera o atual Código Florestal, deverá ser votado ainda no primeiro semestre de 2010 no Congresso Nacional. Entre as mudanças em debate, está a descentralização das licenças ambientais e a revisão de conceitos como os de áreas de preservação permanente e reserva legal, que é o percentual de vegetação a ser conservada em uma propriedade e que varia de acordo com cada bioma. Para o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), o antigo código não leva em conta as particularidades das diferentes regiões, estabelecendo regras gerais para todas as propriedades. “Estamos produzindo uma legislação mais moderna, baseada na ciência e na técnica para mostrar que a produção de alimentos e o meio ambiente não devem ser tratados como inimigos”, afirmou. Sciarra também ressaltou que, pela proposta, as Áreas de Proteção Permanente (APP) e a reserva legal serão substituídas pelo novo conceito de reserva ambiental, que terá sua proteção adaptada às características de cada terreno. A Comissão Especial que debate as mudanças no Código Florestal retomou as audiências públicas para discutir a reforma na legislação ambiental. Os debates ocorreram nesta quinta-feira em Belo Horizonte e Uberaba (MG) e nesta sexta-feira em Palmas (TO). A Comissão também realizará audiências em Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Participam das audiências cientistas, representantes de universidades, de ONGs e do governo. Como membro desta Comissão Especial, Sciarra lembrou que no final do ano passado, o governo federal prorrogou por 18 meses o prazo para a averbação da reserva legal dos produtores rurais. “Essa disposição pode indicar que existe possibilidade de consenso para melhorarmos o código atual. Temos que unir esforços para um bem comum e não podemos tratar o agronegócio como inimigo do meio-ambiente”, ponderou. O Código Florestal, em vigor desde 1965, já sofreu várias alterações, mas por conta dos decretos do Executivo publicados em 2008 (nº 6.514, 6.686 e 6.695 do Ministério do Meio Ambiente), o assunto voltou ao debate no Congresso Nacional. Esses decretos criminalizam e punem o produtor pela não preservação das áreas de Reserva Legal. De acordo com esta determinação, cerca de três milhões de agricultores estariam, hoje, na ilegalidade. Fonte: Assessoria ParlamentarIapar apresenta software para calcular aplicação de chorume nas lavourasO Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresenta no Show Rural 2010 um programa de computador que permite calcular a dosagem segura para aplicação de dejeto líquido de suínos ou de cama de aviário nas lavouras. O software faz essa determinação a partir de dados sobre teor de argila, profundidade do solo e declividade do terreno. É uma ferramenta que ainda está em fase final de desenvolvimento, e sua apresentação visa colher impressões de técnicos e produtores sobre o produto. Como se sabe, dejetos originados da criação de suínos e aves têm alto potencial de poluição do solo e cursos de água. Por essa razão, há vários anos o Iapar vem pesquisando estratégias de uso desses resíduos nas lavouras. Um das conclusões desses estudos é que esses resíduos tem elevado teor de nutrientes para as plantas, podendo, em alguns casos, até substituir a adubação com fertilizantes industriais. E mais: ainda incrementam o teor de matéria orgânica, com resultados positivos para a condição geral dos solos. Como determinar um volume de aplicação que ofereça esses benefícios e evite a contaminação? Descobriu-se que essa dosagem depende das características do solo - como declividade, profundidade, teor de argila - e do dejeto, que deve ser analisados quimicamente. Só com esses dados é possível calcular a quantidade segura de aplicação no solo. O software faz esses cálculos automaticamente. Basta dar entrada dos dados. O novo software recebeu a denominação "Sara" (Sistema de Aproveitamento de Resíduo Animal). Está na vitrine de tecnologias do Iapar à disposição dos produtores que quiserem fazer um teste, durante todos os dias do Show Rural. Fonte: Agrolink
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