11/02/2010 - Mobile Payment no Brasil e no Campo

Mobile Payment no Brasil e no Campo

O Brasil será o grande fomentador do Mobile Payment em 2010 na América Latina.

A base instalada de celulares, junto ao forte crescimento dos aparelhos inteligentes, já foi percebida pelas empresas que desejam “usufruir” deste canal. Seja para comunicar, de forma inteligente e interativa (Mobile Marketing), assim como para utilizar o celular como um dispositivo de compra e pagamentos (Mobile Payment).

O maior obstáculo ao Mobile Payment está sendo removido de forma gradual e crescente, que é a falta de sintonia entre as entidades financeiras e operadoras móveis.

“Agora existe um maior entendimento para gerar negócios”, diz o Executivo de Telecom da Stefanini, Cristiano de Almeida. “Os bancos, operadoras de cartões e operadoras de telefonia móvel estão afinando o entendimento, e criando objetivos em comum, numa relação de ganho para todas as partes. E quem ganhará mais será, sem dúvida, o consumidor”.

Alguns vetores convergiram para que este ano fosse apontado como o ano de desenvolvimento do celular como meio de pagamento: A melhoria dos dispositivos nas mãos dos usuários, a consolidação do DDA – Débito Direto Autorizado (boleto digital) e a busca das operadoras em criar oportunidades de receitas que não sejam ligadas à voz, carro-chefe da telefonia móvel no Brasil e na maioria dos países do mundo. “Aqui quando falamos de VAS – Value Added Services, ou serviços adicionais, a primeira coisa que vem a mente é o uso de SMS um pouco melhorado. Mas isto ainda é muito longe das possibilidades que a estrutura móvel pode oferecer”, completa Cristiano.

Outro fator a ser considerado é a adaptabilidade das plataformas / soluções móveis ao modelo de negócio das entidades financeiras. “É possível imaginar uma plataforma de mobilidade digital que não leve em consideração aspectos de segurança, integração com sistemas legados, segmentação de mercado, base tecnológica de aparelhos celulares, smartphones, convergência de tecnologias como GSM, Edge, GPRS, NFC, SSD e outras que virão? ”, questiona o Gerente Executivo de Meios de Pagamento da Stefanini, Rogério Uliana.

No quesito segurança as corporações levam em consideração suas próprias políticas com o objetivo de minimizar fraudes e impactos na credibilidade da marca. Dependendo do mercado que se analisa é possível identificar politicas diferentes, mas de um modo geral há a utilização de tokens, confirmação de dados pessoais, senhas, e respostas a perguntas previamente cadastradas. Há também combinação destes itens e a plataforma de mobilidade deve poder se adaptar e ter como foco este “alvo móvel” que é segurança. E a combinação de meios pode incrementar ainda mais a segurança nas transações. Imagine um cenário onde os itens de uma compra via web sejam autorizados via um canal móvel? Um hacker teria que clonar tanto as informações do cartão de crédito quanto a infra móvel, aumentando em muito a chance de insucesso da fraude.

Integração a sistemas legados e rapidez na disponibilização de aplicativos móveis também são aspectos importantíssimos a serem considerados pelas empresas. Quão rápido é possível integrar a plataforma móvel aos sistemas core da empresa? Mais ainda, como é possível para a plataforma móvel garantir que as transações sejam atendidas e manter o controle das que estão em aberto? Mais especificamente no canal móvel, há uma infinidade de famílias de modelos de aparelhos móveis, mas não há uniformidade na plataforma. As especificidades de cada modelo trazem dificuldades na hora de portar aplicativos para celulares mesmo que a maioria dos modelos tenha, por exemplo, o sistema operacional Symbian como sistema base. E a maior parte dos problemas enfrentados hoje na hora de uniformizar a comunicação através do canal móvel é a necessidade de se disponibilizar um aplicativo para cada modelo / marca. O desafio é desenvolver aplicativos para mais de 700 familias de celulares em que não há um modelo dominante e, portanto um mercado pulverizado. Adicione a isso que no Brasil o celular é trocado a cada 11 meses. Se já não fosse complexo o bastante este cenário, considere o fato de que os clientes têm diferentes categorizações. Certamente o aplicativo a ser disponibilizado para clientes preferenciais difere do aplicativo do correntista padrão. A Stefanini já apresenta soluções que permitem distribuir e gerenciar essa necessidade de maneira mais simples. Este grande desafio deve ser considerado, e muito bem avaliado, na hora da definição do canal móvel.

Especificamente no mercado bancário, com o advento do DDA (Boleto Digital), é possível que os bancos ofereçam aos clientes uma forma de pagamento por impulso. Fazendo um paralelo com o Internet Banking, seria possível que o banco enviasse ao cliente uma mensagem de que a fatura de energia elétrica vence naquele dia com a pergunta: “Deseja efetuar o pagamento?”. Caso a resposta seja positiva, o banco processa o pagamento. Mais do que isso, se o banco verifica que o cliente não tem saldo suficiente para o pagamento, este pode oferecer um financiamento. Ganham o cliente e o banco.

Para o agrobusiness, e a comunidade que vive no campo, a combinação do DDA e das funcionalidades avançadas de banking nos dispositivos irá trazer comodidade e eficiência para tarefas que, parecendo simples para a maioria das pessoas, tornam-se bem mais complicadas quando se está afastado dos centros urbanos.

Outro fator importante a ser considerado em soluções de mobilidade digital é a velocidade e constancia na introdução de novas tecnologias. Neste sentido, é importante que companhias interessadas em disponibilizar soluções móveis a seus clientes e parceiros utilizem-se de uma plataforma única para mobilidade e que novas tecnologias e serviços sejam absorvidas pela plataforma de mobilidade sem prejuízo as aplicações já em funcionamento. E mais que as corporações tenham a oportunidade de utilizar destas novas tecnologias no menor tempo possível.

Atualmente, as tecnologias consideradas / utilizadas no Brasil são em maior escala o GPRS e em menor escala o SMS. Entretanto há novas tecnologias sendo criadas e mesmo adotadas em mercados Europeus como é o caso da SSD e NFC, respectivamente.

A área de Business Consulting da Stefanini vem trabalhando esta iniciativa de maneira ativa, pois acredita ser esta uma fonte de receitas para instituições financeiras que sofre cada vez mais pressões por resultado dos acionistas num mercado muito competitivo como é o mercado bancário Brasileiro. A Stefanini está plenamente preparada para entregar valor ao negócio de mobilidade de seus clientes contando com seu expertise na área Financeira (mais de 4,5 mi hh / ano) e na área de Telecom (mais de 0,9 mi hh / ano), na experiência em consultoria e integração de sistemas e nas alianças estratégicas com empresas de inovação como a Movensis que tem mais de 10 anos de experiência no mercado de aplicações móveis.

A Stefanini está apta a ajudar seus clientes nos desafios que o mercado de mobilidade requer, com soluções completas e inovadoras.

Fone: Unidade Business Consulting

Stefanini IT Solutions

 

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